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quinta-feira, 9 de outubro de 2008


Quintamadora – Hoje no palquinho, amanhã no VMB


Há exatamente uma semana, aconteceu o VMB 2008. Tradicional premiação da música brasileira, a “festa” desta edição me pareceu um pouco chocha. Com a TV ligada e nada de atenção, consegui captar alguns momentos em que uma piada era feita, ou uma música cantada, ou, enfim, alguém recebia o troféu.

Após uma mal sucedida apresentação do grupo inglês Bloc Party – que subiu ao palco para fazer nada além que um playback -, na metade da cerimônia, a entrega do prêmio “Aposta MTV” me chamou a atenção por dois motivos: primeiro, porque, no segundo ano dessa categoria, a emissora fez questão de lembrar que os vencedores de 2007, os cariocas do Strike, alcançaram o tão sonhado sucesso depois do reconhecimento. E segundo, porque a banda que foi eleita a aposta da MTV foi o Garotas Suecas.

Provavelmente, muitos - como é a intenção - não conhecem os cinco paulistanos que, desde 2005, se arriscam nos palquinhos de casas noturnas da capital e de festivais pelo Brasil a fora. Lembro de, freqüentemente, consultar a programação de clubinhos de rock para sair com os amigos e ver o nome “Garotas Suecas” estampado na agenda da semana. Bom, nunca fui a um show deles e nunca me dei a chance de ouvir alguma faixa de seu
MySpace.

Mas, ao anunciarem a banda como vencedora da categoria, lembrei também, que, como eles, muita gente passou pelo mesmo “processo de reconhecimento”, por assim dizer.
Cachorro Grande, Forgotten Boys, Dead Fish, Moptop e por aí vai. Acho que é um fenômeno típico da “classe” indie rock brasileira. Primeiro, se ganha os palcos de baladas de rock n’roll de São Paulo (como o Beto Bruno me falou em uma entrevista certa vez: “São Paulo é a cidade mais roqueira do Brasil”); depois, se faz contatos com pessoas que trabalham na emissora; e, por fim, se é indicado para alguma coisa do VMB. Essa reflexão não é para ser encarada como crítica, mas sim como um entendimento da responsabilidade que a MTV tem na carreira de bandas aqui no Brasil.

Então, como forma de revelar um pessoalzinho que ainda está no primeiro estágio do sucesso, hoje, darei dicas de lugares que terão shows de bandas desconhecidas para, quem quiser, ir e conhecer o som.

Na sexta-feria, o
Inferno promove o festival indie Alavanca e recebe - os acima mencionados - Garotas Suecas, Seychelles e Gente Bonita, a partir das 23h. A balada sai por 15 mangos. No sábado (11/10), é a vez do quarteto Bresser subir ao palco da Funhouse para animar a noite, também a partir das 23h. Lá, mocinhas pagam $10 e rapazinhos $15. Encerrando o final de semana, o Clube Outs faz, também, um festival com oito bandas de diversas vertentes, entre elas Rock Rocket, Gritando HC e Maldita (RJ). As apresentações começam às 17h, pelo preço de $15 para ambos os sexos.

Tardei, mas (espero que) não falhei.

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Postado por Adriana Douglas às 00:21 | 4 Comentários




terça-feira, 30 de setembro de 2008


“Nem à esquerda, nem à direita, queremos ir pra frente!”


Esse é o lema ideal para apresentar a banda Gangsters em Familiarismo, seu novo CD e show. Isso por que, desde seu início, em 2005, a banda procura sempre transmitir uma mensagem positiva e idealista buscando integrar as diversas tribos da aldeia global. Como? Da melhor forma possível: reunindo as diferentes pessoas, estilos, filosofias em uma grande “Família”. Sem excluir o palco, vitrine dessa filosofia, a banda conta com diversos parceiros dessa “Família” que invariavelmente participam das apresentações.

A proposta musical parte de uma nova interpretação da música brasileira, através da fusão de ritmos regionais (baião, maracatu, samba etc.) com estilos musicais estrangeiros, tais como ska, reggae, dub, “rockenroll” e outros ritmos que inseridos na musicalidade brasileira conferem uma identidade única ao grupo. Formado por Pedro Lobo nos baixos e vocal, Marcos Mossi nas guitarras e Felipe Gomide na bateria. Outros instrumentos são constantemente adotados ao som dos Gangsters para ajudar a compor a multiplicidade da “Família” como: teclados, escaletas, percussões, flautas e muito mais.

As diversas influências musicais que preenchem a bagagem cultural da banda foram fruto de viagens pelo Brasil e América Latina, além de pesquisas sobre a música regional brasileira e mundial. A poesia das letras descreve um mundo caótico, porém cheio de possibilidades de transformação. Uma mensagem simples e direta que estimula a evolução individual por um mundo mais unido.

O CD “Familiarismo” foi gravado de janeiro a março de 2007 em estúdio de São Paulo. As gravações foram conduzidas independentemente pela banda Gangsters em parceria com o produtor musical Emir Ruivo, que também foi o técnico de som. As músicas foram compostas em diversos períodos, desde a época da extinta banda The Crows (Reggae from Domenican Republic – Revolução), quando os Gangsters tinham apenas 16 anos de idade, e por isso, refletem a juventude dos integrantes em seus diversos momentos. A verba utilizada para as despesas de gravação e reprodução foram totalmente provenientes dos shows realizados pela banda desde 2005.
A programação completa e atualizada dos shows está em http://www.myspace.com/familiagangsters. E para esse semestre está prometido o lançamento do novo CD, ainda sem nome, dos Gangsters ao vivo, com gravações de músicas novas e muitas surpresas, não percam!

Familiarismo - música tema do primeiro CD


Pocket Show deles pra vocês terem uma idéia - música JazzBaião

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Postado por Nathália Cunha às 20:55 | 9 Comentários




terça-feira, 23 de setembro de 2008


Não é só frio que vem do Sul


Só com uma rápida pesquisa pela internet já dá pra perceber que o Sul, há tempos, tem representado um importante berço do rock. Muitas bandas, hoje ícones como Engenheiros do Hawaii e Papas da Língua, saíram da fronteira gaúcha e conquistaram o Brasil. Enquanto outras caíram no gosto de grupos de estilos musicais diversos, alguns ditos “alternativos”, e são mais conhecidas em seu território. Como é o caso do grupo Maria do Relento. Para aqueles que nunca ouviram falar pode parecer o nome de uma cantora de MPB, bossa nova, samba, enfim tudo, menos rock.

Nunca imaginaria ser um grupo com mais de 15 anos de estrada, cinco álbuns oficiais lançados, um independente, participação em várias coletâneas e diversos prêmios.
O quinteto gaúcho responsável é formado por: Kako Kanídia (Guitarra), Peppe Joe (Voz), Guilherme Barros (Guitarra / Voz / Programações / Teclado / Violão), Jazzner Mess (Bateria / Percussão) e Ricardo Pëdo (Baixo / Programações / Teclado / Violão).
Suas letras lembram o jeito descontraído de fazer graça pela música, típico dos “Mamonas Assassinas”, mas misturado a estilos novos. Me fez matar a saudade dessa época, nossa, em que as brincadeiras melódicas dos “Mamonas” eram super bem recebidas pelas pessoas, e contagiavam desde crianças até as mais longínquas gerações, feito extraordinário, diga-se de passagem. O primeiro álbum, homônimo da banda, foi o mais recheado desse estilo, contando com o sucesso "Conhece o Mário?", enquanto os seguintes já traziam letras mais românticas, baladinhas reflexivas, mas sem deixar de fora as músicas divertidas.

O Maria do Relento faz shows geralmente mais concentrados na região sul do país, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e já está para lançar, ainda este ano, seu sétimo CD oficial, que promete se esgotar rápido dos postos de venda tanto quanto nos lançamentos anteriores. O grupo disponibilizou todos os seus álbuns completos no site da TramaVirtual, podendo ser escutado na íntegra e baixado.
Mas vou deixar uma amostra igualmente gratuita aqui. do vídeo do clipe da MTV muito antigo da música "Conhece o Mário?"

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Postado por Nathália Cunha às 00:41 | 5 Comentários